Ninguém me contou…

 

Ninguém me contou que:

  1. Não era o parto a maior preocupação e sim o pós parto: durante a gravidez, colocamos quase toda a energia no parto. Mal sabemos que deveria ser no pós parto que nossa energia e preparação maior deveriam estar. Este é um momento muito delicado e radical para a mulher, que precisa se reinventar e se descobrir, driblar o cansaço, as inseguranças e todas as novidades e demandas que envolvem ter um recém nascido em casa.
  2. Amamentar pode não ser tão natural quanto mostram por ai: embora a sucção seja instinto do bebê, que nasce sabendo como fazê-lo, há alguns poréns e variáveis no meio do caminho que podem dificultar o início e o sucesso da amamentação. Pega IMG_5575correta, posição confortável, necessidade de ordenha, desconforto, dor, inseguranças, dúvidas… é preciso força de vontade, doação e informações corretas para colocar toda a teoria em prática.
  3. Amamentar gêmeos é desafio que requer esforço ainda maior: amamentar um bebê já é desafiador, dois então, é superação. A freqüência de mamadas, as particularidades de cada bebê, o cansaço maior da mãe, tudo isso aliado às sutilezas e dificuldades do pós parto, tornam a amamentação de múltiplos um capítulo a parte no livro da maternidade.
  4. O sono nunca mais é o mesmo depois dos filhos: nem me lembro da última vez que dormi uma noite inteira. Depois da chegada das meninas, o sono foi radicalmente atingido. Foram muitas noites sem dormir; as vezes, ainda hoje, acontece de termos noites em claro, mas nada como nos primeiros meses de vida do bebê. Ainda é um sono interrompido, assustado por algum barulho estranho ou choro fora de hora. Tenho a impressão de que o sono ficou mais leve e que desperto por qualquer coisa. Dizem que, mesmo depois de grandes, os filhos tiram o sono dos pais. Não duvido disso…
  5. Introdução alimentar dura muito mais do que se imagina: IMG_2573a introdução alimentar começa aos seis meses, mas vai muito além deles. Estabelecer uma rotina de alimentação sólida do bebê pode durar meses e até ano. Não é do dia para a noite que o bebê começa a comer. Tem alguns que tem mais facilidade e familiaridade com esse processo; em outros casos, a luta pode ser grande. As meninas até hoje tem seus dias de não comer, cuspir tudo, jogar comida no chão, na parede, passar no rosto, no cabelo e nada de engolir. Paciência é requisito fundamental!
  6. Picos ou saltos de desenvolvimento causam pesadelos maternos: ao longo de seus primeiros meses de vida, o bebê passa por picos de desenvolvimento que mudam muito seu comportamento, o que pode ser um pesadelo para a mãe. Quando a rotina está praticamente estabelecida e se conhece o filho do avesso, vem um desses saltos: tudo muda e nada mais é como era antes. As Ninguem me contou.jpegvezes até demoramos para nos dar conta de que pode ser essa a razão de tantas transformações naquele ser tão pequeno. Recomeçar e se adaptar são requisitos básicos para ser mãe.
  7. O nascimento dos dentes dói no bebê e também na mãe: os dentinhos também são um capítulo a parte. Causam mudanças de comportamento e alterações físicas que fazem o bebê e a mãe sofrer. E como o nascimento dos dentes é algo muito variável entre as crianças, nunca há uma receita pronta e perfeita para esse momento!
  8. Voltamos a ser crianças: depois dos filhos, passamos a ver e viver a vida com outros olhos. O que nem chamava mais atenção, torna-se super interessante de novo. Passamos a observar detalhes que antes passavam desapercebidos e nos encantarmos com coisas que nem sabíamos que existiam. O mundo infantil dá novas cores ao mundo adulto!ninguem-me-contou2
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