Dica de Leitura: “Criar filhos compassivamente – maternagem e paternagem na perspectiva da Comunicação Não Violenta”, Marshall Rosenberg

CNV é um assunto encantador.

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O lançamento em português do livro “Criar filhos compassivamente – maternagem e paternagem na perspectiva da Comunicação Não Violenta”, de Marshall Rosenberg, logo encheu meus olhos.

É um livro bem fininho e de leitura leve. Não se compara à densidade do livro original de CNV do Marshall Rosenberg (que também merece ser lido!), mas a profundidade dos temas não perde em nada.

Rosenberg começa falando sobre o perigo que a palavra “filho” representa, se a usarmos como autorização para tratar a criança de um modo diferente de que trataríamos outras pessoas não rotuladas como filho. Nos alerta para a facilidade de desumanizar alguém pelo simples fato de vê-lo como “meu filho”. Isso já dá o tom de muitos outros temas tratados no livro.

Ele nos ensina que devemos enxergar humanidade e dignidade em todas as pessoas, inclusive (sobretudo, eu diria) em nossos filhos. Também traça uma linha muito interessante sobre dilemas e desafios na criação das crianças, principalmente porque muito do disciplinar e educar ainda é, em última instância, fazer com que a criança faça o que queremos ou entendemos ser o melhor e isso significa, para ela, renunciar muitas vezes a si, a sua vontade, a sua essência. Uma discussão muito sensível e profunda, não é?!

Aprender, e exercitar, todos os dias, que o fato de sermos pais não nos confere poder sobre nossos filhos é uma lição para a vida, com capacidade de mudar o patamar e a saúde das nossas relações.

Rosenberg fala dos limites da coerção, punições e recompensas na educação das crianças e da importância da qualidade dos vínculos familiares (o que já viemos estudando com a Disciplina Positiva!). Aliás, CNV e DP falam a mesma língua e são excelentes aliados.

O autor nos incentiva a trabalhar na transformação da nossa comunicação habitual com as crianças e, ao mesmo tempo, demonstrar nosso amor incondicional.

É um pequeno livro, capaz de tocar em feridas profundas e, para quem se abrir verdadeiramente, gerar grandes mudanças na relação com os filhos.

Recomendo mil vezes!

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