Dica de Leitura: “Crianças Dinamarquesas”, de Jessica J. Alexander e Iben D. Sandahl

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“Crianças Dinamarquesas: o que as pessoas mais felizes do mundo sabem sobre criar filhos confiantes e capazes”, de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl, é uma leitura gratificante e rica.

 

Tem escrita simples e agradável e passa mensagens sensíveis, que nos fazem pensar sobre como desempenhamos nosso papel de mãe/pai e como podemos fazê-lo de uma maneira mais leve, criativa e amorosa.

A partir do acrônimo FILHOS, as autoras usam cada uma das letras da palavra para tratar de temas centrais afetos à criação: F de “farra”, I de “integridade”, L de “linguagem”, H de “honestidade”, O de “opressão zero” e S de “socialização”.

Há um foco no brincar livre como mecanismo de promoção de resiliência e autocontrole para as crianças, bem como da arte de saber lidar tanto com os sentimentos bons como com os sentimentos ruins naturais da vida.

As autoras demonstram preocupação com os elogios às crianças, para não se criar uma mentalidade fixa ou uma aversão futura a riscos. Sugerem sejam feitos elogios não à inteligência ou qualidades inatas da criança, mas ao processo e ao esforço para se alcançar certo objetivo, de modo a estimular nela uma mentalidade de crescimento.

Destacam a importância da honestidade nas relações com os filhos e da valorização da experiência individual de cada criança.

Instigam uma visão de vida mais otimista-realista, para afastar o negativismo e reenquadrar a linguagem a um paradigma mais positivo, evitando uma linguagem limitante. O livro trata a linguagem como ferramenta poderosa por ser a moldura através da qual descrevemos a nós mesmos e nossa visão de mundo. Nessa linha, ressalta a relevância de se evitar rótulos às crianças, porque podem ser levados para a vida adulta e limitá-la. Portanto, devemos separar o (mal) comportamento da pessoa em si, porque este não a define como indivíduo, nem dita seu caráter.

Além disso, as autoras frisam que o modo como decidimos enxergar a criança influencia o modo como reagimos a ela, portanto, melhorar essa visão impacta positivamente na relação.

Terminam ressaltando que não devemos entrar em qualquer disputa no dia a dia, bem como ser fundamental criar momentos de diversão e proximidade saudável em família, para fortalecer e melhorar vínculos tão essenciais na formação do indivíduo.

Parece óbvio, mas não é. A proposta de criação dinamarquesa envolve uma mudança de paradigma que passa, antes de mais nada, por uma mudança pessoal e de visão de mundo. E qualquer mudança de hábitos e padrões instalados é deveras desafiadora.

Para saber mais, fica a sugestão do site www.thedanishway.com

 

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