Dicas Práticas para Adaptação na Escolinha

A fase de adaptação da Isabela e da Laura na nova escola foi relativamente curta, mas teve seus altos e baixos. Quando achávamos que estava tudo indo às mil maravilhas, elas manifestavam alguns retrocessos e nos faziam recomeçar o processo.

Nesse caminho, descobrimos algumas táticas que nos ajudaram a passar de uma maneira menos traumática e mais gentil por essa fase delicada:

“Kit Saudade”: montamos, junto com Isabela e Laura, uma caixinha com alguns objetos que remetiam à família e à nossa casa para que elas pudessem usar para se tranquilizar  na escolinha, caso ficassem sensíveis ou saudosas. Na caixinha, que chamamos de “Caixinha da Alegria”, colocamos fotos escolhidas por elas (foto da família e foto delas bebês), um desenho feito por mim para elas, um desenho feito por elas e um brinquedo pequeno da escolha delas. A caixa foi enviada na mochila das meninas, com autorização e ciência da escola. Se tornou um recurso para a educadora usar durante a adaptação (e em alguns momentos pontuais depois também).

Objeto Transicional: escolher um brinquedo ou objeto que remeta a 4.icas adaptacao2.jpgcriança ao seu porto seguro, que é a casa e a família, pode ajudar a lhe dar segurança no ambiente da escola. Quando foi preciso, em momentos de maior sensibilidade, deixamos as meninas escolherem e levarem para a escola algum objeto de casa que lhes dessem segurança (pode ou não ser o mesmo que foi colocado dentro da “caixinha” que comentamos), isso, claro, com autorização da escola. Normalmente, elas escolhiam algum brinquedinho favorito e, ao final do dia, contavam que o pegaram na mochila e acalmaram. =)

Relatório sobre a Criança: antes do início das aulas, a escolinha das meninas nos solicitou o envio de um relatório abordando as principais características, traços de personalidade, necessidades, preferências e comportamentos das meninas. Foi lindo e emocionante fazer esse relatório, apresentar as meninas de uma maneira individualizada e amorosa para os educadores. Certamente, essas informações ajudam os cuidadores, mesmo sem conhecer Isabela e Laura a fundo, entendê-las e acolhê-las melhor durante a adaptação. É uma prática que aproxima as famílias e as crianças da escola e deveria mesmo ser obrigatória!

Contato com a Coordenação: manter contato com a coordenação da escola e com os professores, para formar um instrumental de como lidar melhor com a adaptação escolar, aprender mais sobre o que é ou não esperado/feito nessa fase, quais as alterações de comportamentos são comuns em crianças em adaptação, como a escola lida com a demanda e a saudade da criança nessa fase, dentre outros, ajuda a criar um lugar de confiança e uma atitude de segurança nas famílias. Quando os pais/mães estão seguros, conseguem transmitir isso aos filhos e o processo tende a ser mais tranqüilo, reduzindo-se a ansiedade natural de todos nessa fase.

Conversas (sem cobranças) com as crianças: durante a adaptação, é importante conversar com as crianças (mesmo que elas não tenham a fala desenvolvida); explicar, de modo carinhoso e simples, o que está acontecendo e validar os sentimentos que ela tem manifestado. Para crianças maiores, também é importante legitimar seus sentimentos, acolher sua angústia e resistir à tentação de dar muitas explicações racionais e lógicas para tudo; muitas vezes a criança precisa apenas ser ouvida e receber colo e acolhimento para desenvolver maior segurança. Validar os sentimentos da criança, compreender sua insegurança e ter empatia por ela nesse processo desafiador é fundamental, sem cair na armadilha de exigir mudanças de comportamentos e resultados rápidos (cada um tem seu tempo!). Conectar-se verdadeiramente com os sentimentos do filho ajuda a desmobilizar algumas resistências da criança e abre uma ponte melhor para o diálogo.

Conversas no Sono REM (Sleeptalk): temos lido um pouco sobreDicas adaptacao3.jpg os efeitos de conversar com as crianças durante a fase REM (Rapid Eye Moviment) do sono, aquela do sono mais profundo em seus primeiros minutos, logo que a criança adormece. Teóricos dizem que, nesse momento, podemos tratar  de alguns desafios de comportamento próprio ou da criança ou mesmo de situações delicadas da vida dela ou da família, e ajudar a criança a processar melhor informações, entender situações e corrigir disfunções de comportamento. A conversa chega ao subconsciente da criança e seria possível sugestioná-la com palavras positivas, amorosas e de segurança e mesmo provocar mudanças comportamentais concretas. Começamos a colocar isso em prática durante a adaptação das meninas na escolinha e parece ter ajudado a desmobilizar algumas resistências delas.

 

Técnicas Calmantes: também lançamos mão de algumas práticas para acalmar as meninas e tentar diminuir as tensões e a ansiedade. Usamos óleos essenciais (óleo de lavanda e laranja doce, que são calmantes para bebês e tem ótimo efeito), homeopatia (devidamente prescrita pelo médico), banho com alfazema (é relaxante e ajuda a acalmar em momentos de tensão), florais (os florais tem grandes efeitos em crianças e, quando bem prescritos, ajudam a enfrentar as mais diversas situações da vida dos pequenos).

 

Se alguma dessas táticas for útil para mais alguém como foi para nós e propiciar uma adaptação escolar mais gentil para as crianças e as famílias, esse post já cumpriu a missão!

 

 

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