Eis que o desmame (de gêmeos) acontece!

As meninas desmamaram!

Se eu não sabia se ficaria feliz ou triste com esse momento, hoje digo com segurança que foi um feito muito feliz para nós três.

Isabela e Laura pararam de mamar no peito perto de dois anos e três meses de idade.

Foi um desmame lento, gradativo, com altos e baixos.

Não me agradava a ideia de fazer um corte abrupto na nossa história de amamentação. Optei, então, por esperar o tempo das duas. Optei por um desmame natural.

No início, isso me soou uma ficção. Conforme tentava evoluir no processo de desmame, parecia que o momento em que Isabela e Laura voluntariamente deixariam de pedir o peito nunca chegaria e que, mais cedo ou mais tarde, eu teria que tomar uma atitude mais drástica.

Só que, com paciência e sem pressa, a coisa aconteceu.

As meninas começaram a ficar dias e mais dias sem pedir o peito. Os intervalos foram ficando cada vez maiores: três dias, uma semana, dez dias. Até que, quando nos demos conta, já fazia um mês que as duas não mamavam no peito.

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Os pedidos foram ficando cada vez mais escassos e as duas começaram a aceitar melhor minhas desculpas e desconversas para evitar amamentar.

Não vinham mais choro, gritos, ataques de raiva.

No lugar, eu passei a receber olhares compreensivos, que acatavam a minha explicação sem tanta resistência. Olhares espertos e curiosos, que buscavam testar minha decisão e, ao mesmo tempo, entendiam perfeitamente o momento importante que estávamos vivendo.

Foi um tempo de muitas conversas. No meio do caminho, surgiram muitos diálogos engraçados, que tiravam qualquer resto de tensão existente no ar.

Chegou um tempo de calmaria.

As disputas entre as duas com relação ao peito cessaram, o que reduziu imensamente a carga de estresse que vivíamos todas as vezes em que chegava a hora de dar de mamar. Era um estresse mútuo: eu sabia que as duas não entrariam em acordo sobre quem mamaria primeiro e já não consegui amamentá-las ao mesmo tempo porque estavam muito grandes; quando me viam, as duas já vinham se empurrando no corredor para ver quem venceria a luta pelo colo para mamar primeiro. Todas as minhas tentativas de conciliação eram em vão; aquela que tinha que esperar sempre o fazia com gritos de protesto.

No lugar disso, temos muito mais colo, abraços e chamegos.

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Passamos a ter um tempo juntas de mais qualidade, com mais brincadeiras e historinhas.

A relação com o pai também sofreu reflexos positivos: as meninas se aproximaram mais dele e fortaleceram o vínculo pai e filhas.

A cada dia que passa, Isabela e Laura amadurecem e demonstram mais autonomia. Não sei dizer ao certo o quanto isso se deve ao desmame, mas sei que ele certamente contribuiu para que as duas voassem mais o seu próprio vôo.

Diga-se de passagem, um vôo lindo e encantador, que dá muito gosto e orgulho de assistir…

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