Amamentação Prolongada (de gêmeos)

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a criança deve mamar, pelo menos, até os dois anos de idade, com aleitamento materno exclusivo até os seis meses. Essa é uma questão de saúde já reconhecida, por que então amamentar bebês maiores de um ano é algo que ainda parece esquisito aos olhos de muitos e pode até ser recriminado? Complicado de entender!

Isabela e Laura estão com um ano e cinco meses e mamam diariamente, de duas a três vezes ao dia, às vezes mais, em casa ou na rua, não importa. No tempo que estou fora de casa, elas se viram bem com as outras refeições, mas é só eu aparecer pela porta que elas pedem o “mamá”.

Há uma diferença gigantesca na amamentação da Isabela e da Laura hoje e na amamentação delas em seus primeiros meses de vida. Hoje em dia, toda aquela pressão, insegurança, dúvida e desconforto do início ficaram para trás. Há só a parte boa do ato de amamentar: o olho no olho, o carinho, o aconchego…

Isabela e Laura já não são mais aqueles bebês pequenos e imóveis. Ao contrário, estão enormes, cheias de energia e inquietas. O colo já não comporta as duas perfeitamente; falta espaço para tanto bebê.

Normalmente, se uma vê a outra mamando apronta um escândalo e quer também. Só que dar de mamar para as duas ao mesmo tempo requer mais contorcionismos do que antes. Além disso, elas podem se agredir um pouco com tanta proximidade. rs

 

Elas querem mamar, mas não querem perder nada do que acontece em volta, então é um começa e para sem fim.

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@ab.bel

Não ficam mais quietinhas no colo; se remexem; mexem na minha roupa, rosto, cabelo; enfiam dedo no meu nariz, no olho, na boca; carregam o brinquedo ou o ursinho junto com elas; e as pernas… também não param.

Ah, depois que os dentinhos delas nasceram a amamentação passou a ser algo mais arriscado: existe a possibilidade de mordidas, mas ainda não tivemos nenhum ocorrido traumático.rs

Amamentar as duas até hoje tem o lado nutricional e de saúde, obviamente, mas tem um grande lado emocional e afetivo. Ficamos mais tempo distantes ao longo do dia; não estou mais à disposição delas sempre. Acredito que amamentá-las minimiza essa separação e lhes dá mais conforto e segurança.

Nas madrugadas da vida, o peito ainda faz milagres. É só colocá-las para mamar um pouquinho que logo dormem (claro que às vezes não adianta; mas normalmente é ótimo remédio para as acordadas noturnas).

Sempre me perguntavam até quando eu iria amamentar as meninas. Essa pergunta sempre me soou um pouco sem sentido; para mim, as meninas que ditarão o tempo de amamentação. Enquanto Isabela e Laura quiserem e eu puder, pretendo amamentá-las.

Claro que existem casos em que o desmame é necessário… enquanto não for esse o nosso caso, continuaremos firmes e fortes.

Sempre bom lembrar que amamentar é sobretudo um ato de amor e tem de funcionar e ser bom para todos os envolvidos, senão perde a essência!

Amamentacao

 

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