Brincando no Parquinho de Areia

Levei as meninas para brincar no parquinho de areia perto de casa depois que elas já tinham mais de um ano. Essa era uma pedra no meu sapato. Eu via crianças mais novas indo pro parquinho e simplesmente não tinha coragem de deixar as meninas entrarem ali. Pensava que elas poderiam se machucar e que seria muito difícil controlar as duas naquele ambiente, tinha receio da interação com as outras crianças, de como as meninas iriam se comportar com relação aos brinquedos alheios, às disputas e às atitudes de amiguinhos do parquinho. Ao mesmo tempo pensava que eu estava tolhendo as duas de uma experiência bacana, divertida e totalmente infantil, que tinha tudo para fazê-las crescer.

Fiquei nesse paradoxo por um tempo, até que um dia criei coragem: entrei com as duas no cercadinho de areia, repleto de crianças e brinquedos, uns próprios para elas, outros nem tanto.

Fui meio despreparada, levei apenas Isabela e Laura e meia dúzias de brinquedos de areia.

Sentamos ali num cantinho mais tranquilo, longe da correria das crianças maiores. Elas logo sentaram na areia, tiraram os brinquedos da sacola e começaram a explorar tudo.

Quando cansaram da brincadeira com areia, foram passear pelo parquinho (para meu desespero); obviamente uma foi para um lado e a outra, para o lado oposto. Eu já tinha dito que a regra era andarmos todas juntas, mas elas aparentemente não entenderam… rs

Só consegui reunir as duas novamente quando encontramos o balanço. Laura ama o balanço e logo pediu para subir; Isabela não quis ficar atrás e foi também. Esse foi o momento mais tranquilo da nossa experiência no parquinho. As duas ali no balanço, super controladas e seguras.

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Não durou muito… claro. Logo elas se cansaram, pediram para descer e foram subir onde não deviam (na minha opinião, não na delas); foram se meter no meio das crianças maiores, subir no escorregador pelo lado errado, disputar o balanço com outros amiguinhos, tentar escalar as maiores escadas do lugar….

Os brinquedos que levamos estavam lá, no meio do parque, sendo usados por outras crianças. As meninas nem se importavam. Eu também não. Só me preocupava com a segurança das duas, porque ainda considerava aquele ambiente um pouco hostil.

Passado certo tempo, vi que o bicho não tinha a quantidade de cabeças que eu imaginei. Elas se divertiram muito. Eu me diverti mais ou menos, minha tensão ainda predominava.
Ninguém se machucou. Só comeram muita areia.

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@ab.bel descreve bem

Aliás, era areia em tudo que é canto, dentro da fralda e da roupa, na boca, na cabeça (acho que precisamos de uns dois banhos para limpar isso tudo. Foi a água mais suja que eu já vi sair da banheira delas).

Descobri que sair do parquinho é bem, mas bem mais difícil do que entrar. Foi uma luta tirar Isabela e Laura de lá. Não queriam ir embora. Elas ensaiaram aquele show pirotécnico de birras, mas, graças ao Bom Senhor, eu consegui distrai-las (birras na rua, sob os olhares de estranhos, é um capítulo a parte!).

Essa ida ao parquinho rendeu descobertas tanto para elas como para mim. Foi uma bela lição de que as coisas não são tão ruins como imaginamos e, principalmente, de que os medos são meus e não podem privar minhas filhas das suas descobertas (que eu trate de superá-los para ontem então)…

 

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