Estar grávida é…

Implorar para marcar exames obstétricos de rotina ou consulta no obstetra: é cada vez mais complicado conseguir marcar exames e consultas pelo plano de saúde ou em médicos conceituados da cidade. Fora que não se tem ideia da quantidade de grávida por ai até frequentar esses consultórios. Por maior antecedência que se tenha, as agendas estão sempre lotadas. Ai vem aquela tensão de perder a data do exame que tem que ser feito impreterivelmente na semana “X” da gestação ou, com o exame na mão, não conseguir levá-lo a tempo para o médico. Tudo isso é dobrado no caso de gêmeos: a marcação de exames é ainda mais disputada.

Sofrer bombardeio de perguntas sobre o sexo do bebê e, descoberto o sexo, sofrer bombardeio de perguntas sobre o nome do bebê: porque a curiosidade alheia é incansável.

Aumentar exponencialmente a frequência de idas ao banheiro de dia e de noite também: é muito xixi para pouca bexiga.

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Ouvir comentários constantes sobre o tamanho da barriga: uns dizem que a barriga está muito grande, outros dizem que quase não cresceu e todos colocam uma pulga atrás da orelha da grávida, que começa a se perguntar se está tudo bem com a barriga, com a gravidez, com o(s) bebê(s)…

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Repara na evolução da barriga do 3º ao 8º mês…

Administrar um sono infinito em meio às atividades da rotina: no início, há o sono e, no final, o sono continua.

Não conseguir calçar ou amarrar sapatos sem perder o fôlego ou fazer posições acrobáticas: é impossível calçar o sapato com agilidade depois que a barriga atinge certo tamanho. Só com muito contorcionismo, apneia e ajuda de quem estiver por perto…

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Lidar com a total incompetência do guarda roupa para se adaptar às transformações naturais do corpo: o corpo muda, a barriga cresce, o quadril alarga, o seio aumenta, mas as roupas do guarda roupa teimam em não acompanhar; o jeito é arrumar um par de calças, bermuda, vestidos e blusas confortáveis e fazer um revezamento estratégico entre eles até o final da gravidez.

Ser apresentada sem qualquer preparação a uma lista de enxoval enorme com objetos desconhecidos, aprender sobre sua função e utilidade e saber escolher o melhor tipo e marca em tempo recorde: não sei de onde vem essa pressão de se comprar todos os itens básicos de sobrevivência do bebê até um ano de idade; parece que, aos olhos do mundo, se não se faz isso, já se começa a desempenhar mal o papel de mãe. Só que, nessa pressa toda, você necessariamente compra coisas que não precisa, deixa de comprar coisas úteis, faz más escolhas e apenas descobre tudo isso na prática, depois do teste da maternidade ao vivo e a cores. Foi assim comigo…

Ter uma vergonhazinha de entrar na fila preferencial quando a barriga mal apareceu: você sabe que está grávida, mas o mundo ainda não vê; então dá aquele receio de receber olhares julgadores ou ter que andar com o exame de gravidez em punho para mostrar aos críticos de plantão que você tem direito de estar naquela fila (PS: use esse direito sempre que puder, porque logo passa e deixa saudade!)

 

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